ANÁLISE DA ATIVIDADE TURÍSTICA DESENVOLVIDA NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DOS RECIFES DE CORAIS – RN

Clébia Bezerra da Silva

Resumo


As unidades de conservação são criadas para proteger a natureza. A maneira como elas se relacionam com as comunidades vizinhas e com seu visitantes é determinante para que seus objetivos sejam atingidos. O presente trabalho analisa a forma como é desenvolvida a atividade turística na Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), através da identificação da imagem que moradores do distrito de Maracajaú e os turistas que visitam o parracho de Maracajaú têm com relação a este, como também, através da identificação dos fatores que contribuem para uma visita satisfatória para turistas que fazem o passeio ao referido parracho. Para isso foi realizado um estudo exploratório e descritivo com abordagem quali-quantitativa, com 236 turistas e 70 moradores do distrito de Maracajaú. Os instrumentos de coleta de dados foram o questionário e o formulário pré-codificado de entrevista padronizada. Para analise dos dados foram utilizadas análise descritiva, análise fatorial e análise de conteúdo. Os resultados mostraram que a importância e o significado atribuídos pelos moradores ao parracho estão relacionados a ganhos econômicos. As informações sobre a APARC e sobre suas normas não são feitas de forma eficiente e contribuem para impactar negativamente o local. O perfil dos turistas não é o mais adequado para uma unidade de conservação. As dimensões de satisfação, para os turistas mostram a necessidade de ações a serem desenvolvidas pela administração da APARC. Conclui-se que a imagem que os moradores e turistas têm da APARC não é condizente com a imagem que deve ter uma unidade de conservação. Os turistas mostraram-se satisfeitos com o passeio na APARC, contudo, as dimensões de satisfação encontradas não são condizentes com a conservação do local.

Palavras-chave


Turismo. Área de Proteção Ambiental. Imagem. Satisfação

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DOI: http://dx.doi.org/10.14210/rtva.v12n3.p366-368